domingo, 16 de outubro de 2011
Último romance
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
Antes um mês e eu já não sei
E até quem me vê lendo o jornal
Na fila do pão, sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
Afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar
Ah vai, me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar
domingo, 9 de outubro de 2011
Cotidiano vetorial
Me sinto capaz de uma nova ilusão
Que também passará,
Como ondas na beira de um cais”
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
A pessoa que gosta de mim encontra-se nas minhas costas e a pessoa que gosta dela é discernida em suas espaldas. Por isso, sempre acabamos gostando de quem vira às costas para nós. E o último da fila? Coitadinho, dele ninguém gosta.
domingo, 25 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Todo o amor que houver nessa vida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia"
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia"
"E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não"
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Retalhos
terça-feira, 6 de setembro de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
Sinais de pertinência
Nós estávamos sozinhos. Sua respiração, até poucos instantes atrás ofegante, tinha voltado ao normal. Vestiu uma roupa qualquer e sem falar nada pra mim, pegou um cigarro e ficou olhando pela janela.
Eu não tinha nada a dizer. Estava deitado olhando pra ela. Na verdade, admirando aquele corpo moreno que até dois minutos atrás me pertencia. E ela, como se soubesse o que eu estava pensando, olhou para mim.
A fumaça do cigarro desenhava formas abstratas à sua frente. Vida ou morte? Apenas dor. A dor se fazia presente mais uma vez na minha frente e dessa vez parecia que não iria mudar nada tão cedo. Simplesmente tinha acontecido tudo embaixo do meu próprio nariz e nada nem ninguém iria mudar nada naquele outono.
“Poderia ficar a eternidade inteira olhando para você”.
Eu realmente tinha dito isso? Acredito que isso fez tudo acabar. Ela, menina morena de olhos cor escura e cabelos negros, não era o tipo de pessoa mole pela qual eu conquistaria novamente com palavras escritas em versos alheios. Nada iria sobressaltar essa mulher saída de um conto do Charles Bukowski. Ela sequer mudou de fisionomia ao ouvir minha declaração. Apenas tragou o cigarro mais uma vez, e voltou a admirar a chuva pela janela.
Sem dizer nada e efetuando o menor barulho possível, vesti minhas roupas e fui embora. Pretendia jamais voltar.
Acabei voltando apenas dois dias depois.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Estava deitado na cama. Nu. Pensando nas marcas de cigarro que eu já tinha fumado. Naquele estado de sonolência, não sabendo se estava dormindo ou acordado.
Camel. Dunhill Carlton. Free. Shelton...
- - Amor, estás acordado?
Lucky Strike. Malboro. Phillips Morris…
- - Amor? Amor?
LM. Hollywood…
- - Frederico?
Ela realmente conseguía me irritar. Aquele sorriso bonito e branco. O cabelo liso. Os seios fartos. Eu precisava ir embora.
Não respondi. Fechei os olhos. Pensei nos meus dezessete reais que tinha no bolso traseiro do meu jeans. Precisava comprar ração pro Mickey e Kurt Cobain e seu violão diziam ao fundo "I wish I was like you,easily amused find my nest of salt. Everything is my fault..."
A vida era triste e solitária.